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Obras da Patrística

Aristides de Atenas

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Apologeta cristão que viveu em Atenas durante o segundo século. Segundo Eusébio, o Imperador Adriano, durante sua estadia na Grécia (123-127), se iniciou nos Mistérios Eleusinianos. Uma perseguição aos cristãos locais se seguiu, segundo é verssímil, por uma revivescência do zelo pagão perpetrada pelo ato do Imperador. Duas apologias do Cristianismo foram compostas na ocasião: a de Quadratus e a de Aristides, que o autor apresentou a Adriano em Atenas em 126 (Eus. H.E, IV, iii, 3, e Chron. II, 166). São Jerônimo, em seu famoso escrito De viris Illustribus, xx, chama-o o philosophus eloquentissimus, e em sua carta à Magnus (n. LXX), diz do ‘Apologeticum’ que foi um contextum philosophorum sententiis, mais tarde imitado por São Justino Mártir. Afirma ele, mais adiante (De vir ill., loc.cit.), que a Apologia foi muito lida em sua época, e, seguindo Eusébio (loc. cit.), no quarto século, assevera que ela teve ampla circulação entre os cristãos. A ela se refere, no século nono, Ado, Arcebispo de Viena, e Usuard, monge de St. Germain. Depois disso, foi perdida de vista por mil anos, até que em 1878, os monges mequitaritas de San Lazzaro, em Veneza, publicaram uma tradução em Latim de um fragmento em armênio da Apologia e de uma homilia em armênio, com o titulo de “S. Aristidis philosphi ateniensis sermones duo.” Em 1889, o Professor J. R. Harris, de Cambridge, descobriu uma versão siríaca da Apologia na íntegra no Convento de Santa Catarina do Monte Sinai, e a traduziu para o Inglês (Texts and Studies, Cambridge, 1891, I, i). O professor J. A. Robinson descobriu que a Apologia estava contida na “Vida de Barlaam e Josaphat”, uma lenda budista falsamente atribuída a São João Damasceno. Foram feitas tentativas de restaurar as verdadeiras palavras de Aristides.

Mesmo para a data e ocasião da Apologia há divergência de opiniões. Enquanto alguns críticos sustentam, como Eusébio, que ela foi apresentada a Adriano, outros afirmam que foi escrita durante o reinado de Antoninus Pius (138-161). O objetivo da Apologia é mostrar que apenas os cristãos têm a noção correta de Deus. Tendo afirmado que Deus é o “Ser que é sempre o mesmo, Quem primeiro estabeleceu e agora controla o universo’, Aristides aponta os erros dos Caldeus, Gregos, Egípcios, e dos Judeus concernentes à Divindade, faz um breve sumário da crença cristã, e enfatiza a retidão da vida dos cristãos em contraste com as práticas corruptas do paganismo. O tom é elevado e calmo, e a razoabilidade do cristianismo é mostrada mais pelo apelo aos fatos do que pela argumentação sutil. É interessante notar que durante a Idade Média, a “Vida de Barlaam e Josaphat” foi traduzida em mais de vinte línguas, incluindo o Inglês, e o que era na realidade uma história de Buda se tornou em veículo da verdade cristã em muitas nações.

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