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Obras da Patrística

Minúcio Félix

Giovanni Reale

Os Padres latinos anteriores a santo Agostinho, geralmente, foram muito pouco atraídos pela filosofia e, mesmo quando se ocuparam dela, não criaram idéias verdadeiramente novas. A formação cultural dos primeiros apologistas foi de caráter jurídico-retórico, especialmente no sensível e vivo ambiente africano. Em outros Padres prevaleceram os interesses estritamente teológicos e pastorais ou então filológicos e eruditos. Em geral, o lugar que eles ocupam na história da filosofia é bastante modesto. Sendo assim, nos limitaremos a uma abordagem sintética, com o objetivo de conhecer, ainda que apenas em linhas gerais, o fundo sobre o qual surgiu a poderosa figura de santo Agostinho.

O primeiro escrito apologético em favor dos cristãos foi provavelmente Otávio, de Minúcio Félix (um advogado romano), escrito por volta de fins do século II em forma de diálogo. As finezas ciceronianas e a aparente mornidão do tom geral, próprias de Minúcio Félix, induziram muitos a falar de um espírito conciliador com a cultura pagã. Na realidade, como bem destacou E. Paratore, os ataques contra os filósofos gregos, substancialmente, são bas­tante duros. A propósito das concordâncias que podem ser consta­tadas entre os filósofos gregos e o cristianismo, escreve Minúcio Félix: “E note-se bem que os filósofos afirmam as mesmas coisas em que cremos não porque nós tenhamos seguido os seus passos, mas porque eles se deixaram guiar por uma leve centelha, que os iluminou com as pregações dos profetas sobre a divindade, inse­rindo um fragmento de verdade em seus sonhos.” E, depois de acenar à teoria da transmigração das almas, de Pitágoras e Platão, que ele julga uma verdadeira aberração doutrinária, acrescenta o seguinte a propósito da admissão da idéia de que as almas podem também assumir corpos de animais: “Essa afirmação não parece certamente a tese de um filósofo, parecendo muito mais a tirada injuriosa de um cômico.” Falando de Sócrates e dos filósofos em geral, Minúcio afirma sem meios-termos o seguinte: “Que se vire, por sua conta, um Sócrates, o palhaço de Atenas, com sua confissão de não saber nada, e vanglorie-se com o atestado de um mentiroso demônio; e também Arcesilau, Carnéades e Pirro, com toda a turba dos acadêmicos, continuem sempre duvidando (…): nós não sabemos o que fazer com a teoria dos filósofos; sabemos muito bem que são mestres de corrupção, corruptos eles próprios, prepotentes e, além do mais, tão descarados que estão sempre a clamar contra aqueles vícios nos quais eles próprios se afundaram. Nós não trombeteamos sabedoria, mas a levamos viva no coração; não dissertamos sobre a virtude, mas a praticamos; em suma, temos o orgulho de haver alcançado aquilo que eles procuraram com fatigante empenho e nunca conseguiram encontrar.”

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Minúcio Félix

Fonte

MINUCIO FÉLIX era un abogado de Roma, cristiano, que nos ha dejado la única apología escrita en latín y en Roma, el Octavio. Esta apología es al mismo tiempo la mejor escrita de las que tenemos, y ha sido objeto de incontables estudios; su lenguaje es elegante, su exposición serena, su pensamiento claro. El autor tuvo sin duda a Cicerón como modelo, y también se observan influencias de Séneca así como, en menor grado, de otros autores, a los que alguna vez cita. Como es usual en las apologías, no aparecen citas de la Escritura, que no tenía ningún valor especial a los ojos de un pagano, y lo que se explica de la fe de los cristianos se limita a las verdades que podemos conocer con la razón natural.

La exposición toma la forma de una conversación entre tres amigos, uno pagano y dos cristianos, de los cuales uno es el autor y el otro Octavio. El primero en exponer sus argumentos es el pagano, Cecilio; el conocimiento de la verdad, dice, es sumamente incierto, por lo que más vale hacer caso de las enseñanzas de los mayores y seguir la vieja religión pagana, cuyos dioses, además, han dado la prosperidad a Roma; es inaudito que hombres sin cultura se atrevan a pensar lo contrario, y que en su orgullosa ignorancia quieran suplantar a los dioses al paso que viven en la mayor inmoralidad y proponen unas doctrinas inverosímiles. Octavio le responde que esta pretendida incultura y la humildad de los cristianos esconden la verdadera sabiduría, de manera que hasta los filósofos antiguos estuvieron de acuerdo en muchas de las cosas que ellos enseñan; la antigua religión es una mezcla de leyendas y supercherías, y es razonable abandonarla; los cristianos, lejos de ser inmorales, se esfuerzan por vivir de acuerdo con normas muy elevadas, de manera que su comportamiento es casi su mejor defensa. Al final del diálogo, Cecilio queda convencido.

La fecha del escrito, por sus estrechas relaciones con el Apologeticum de Tertuliano, relaciones que son sin embargo difíciles de determinar con precisión, se puede situar alrededor del año 197.

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Se você acha que a Filosofia Cristã foi superada; que a Igreja é arcaica e precisa progredir; que o Cristianismo é irracional; que os Cristãos são incapazes de responder a críticas; que a Teologia moderna é superior à antiga, retrógrada; que a Patrística pertence a um contexto histórico incompatível com a modernidade; que a Igreja sempre controlou consciências;... Suma desse site. Vá ler o Código da Vinci, e faça bom proveito.

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