Mercabá

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Obras da Patrística

O que eu acho

Minhas opiniões a respeito de assuntos dos quais não li o suficiente não têm nenhum valor argumentativo. Assim, prefiro ficar quieto e entender um tema pela sua apresentação geral e suas características próprias, antes de concordar ou discordar de algumas proposições subordinadas a ele. É assim com o Islamismo. Apesar de já ter visto a sociedade islâmica em seus esquemas gerais, não tenho conhecimento de muito da mística, da poesia e das “ordens” islâmicas. Além disso, não li o Alcorão. Por conseguinte, não concordo nem discordo de idéias como a “sociedade sacra”, que o Islã promove.

Mutatis mutandis, afirmo o mesmo do protetantismo. Não conheço profundamente os seus intérpretes e suas doutrinas. Não sei direito o que ele AFIRMA e o que há de aproveitável e digno nele, de maneira que só faço umas observações bastante despretensiosas sobre esse assunto. Aqui, cito algumas delas:

1. Lutero estava certo em criticar a Igreja por seus vastos bens temporais. É justamente dentro da burocracia e da administração eclesiástica que a santidade e a espiritualidade são menos fortes e menos consideradas. Quando foi construída a Basílica de São Pedro, comentou-se: “São Pedro já não pode mais dizer :”Não tenho ouro nem prata””.

2. Lutero não entendeu direito o que significa a sucessão apostólica, pois ataca a personalidade da Igreja, entendendo-a como a comunidade dos cristãos. Mas, em suas Teses, ele defende o papa e combate seus inimigos. É estranho que, depois de ser excomungado, sua grande admiração pelo Bispo de Roma tenha terminado…

3. Lutero queria reformar a Igreja por dentro, persuadindo os religiosos a seguirem suas idéias e executarem seus projetos. Quando percebeu que a Igreja Católica inteira não iria mudar apenas por causa da teimosia de um monge alemão, saiu dela e passou a xingá-la de nomes lindos como “prostituta da Babilônia”. Siceramente, isso é ridículo.

4. Lutero não entendeu o que significam os Sacramentos. Eles não são apenas imposições humanas tremendamente inferiores à mensagem evangélica, e sim sinais do que é revelado pela própria Boa Nova. São “pontos de contato”, símbolos rituais (o que não vale para a Eucaristia: esta é verdadeiramente uma renovação incruenta do sacrifício de Jesus Cristo).

Arquivado em:Textos

3 Responses

  1. Anderson disse:

    Olá.
    Um dos pressupostos mais relevantes que vejo na Reforma é: “Igreja reformada, sempre reformando.”
    Ainda hoje, nossa luta deve ser por uma igreja (enquanto conjunto universal de todos remidos pelo sangue de Cristo, e não um ramo nominal desta)seja mantida fiel à palavra de Deus.

    Uma das grandes fontes de desvios doutrinários e de conduta é precisamente poder, dinheiro.

    Acontece hoje na maioria do povo da igreja católica, nas denominações protestantes e nos demais ramos do cristianismo, um afastamento dos preceitos bíblicos. Vejo que a maioria, historicamente, quase sempre esteve errada.
    Isso ocorreu no Antigo Testamento com o povo hebreu; no tempo de Cristo, quando o rejeitaram e condenaram; e especialmente hoje quando a igreja se contenta com um cristianismo nominal, mas leva uma vida à revelia de Deus.

    Então: Igreja Reformada, Sempre Reformando!

  2. mercaba disse:

    Anderson,

    É exatamente assim que penso. O problema é que não escrevo claro :-) . Embora haja divergências doutrinais insolúveis entre católicos e protestantes, existe fora disso uma promessa que ambos assumem: a de servir, glorificar e se assemelhar mais e mais com Deus, por meio da mortificação e da oração. E no momento em que as idéias mais perniciosas e infernais (como o evolucionismo, o materialismo, o imanentismo) se erguem contra os cristãos, não vejo nenhum proveito em discutir dogmas e pontos de divergência. Que os católicos defendam a unidade da Igreja, e que os protestantes defendam a liberdade de interpretação das Escrituras. Quando há ataques de uns contra outros, infelizmente sai muita burrice.

  3. Anderson disse:

    Olá Mercabá,

    Tem um post sobre o dia da Reforma no blog tempora-mores que acho interessante.
    Dá uma lida e comenta.

    http://tempora-mores.blogspot.com/2007/10/relembrando-os-490-anos-da-reforma-do.html

    Um abraço

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