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Obras da Patrística

A Natureza e a Graça

Fonte

1. A natureza (decaída) tem como fim apenas a si própria
1. A graça (i. é, a verdadeira natureza, restaurada pela graça do Salvador) opera por virtude de Deus, em Quem repousa seu fim.

2. A natureza não quer ser mortificada, nem vencida, nem submetida, nem quer se submeter.
2. A graça suporta a mortificação, resiste à sensualidade, não afeta deleitar-se na própria liberdade

3. A natureza trabalha em prol de seu interesse, calcula o ganho que pode auferir de outrem (Exploração do homem pelo homem).
3. A graça não busca a utilidade nem a vantagem própria, mas sim o que pode ser útil a outrem (Devotamento ao próximo).

4. A natureza é amiga das honrarias (sobretudo quando se acompanham de agrados).
4. A graça sempre se presta à honra e à glória de Deus

5. A natureza é amiga da ociosidade (um dos mais fecundos princípios da imoralidade).
5. A graça sai em busca do trabalho. (O trabalho realizado conforme a Deus é essencialmente moralizador).

6. A natureza cobiça os bens temporais (como se a felicidade estivesse naquela posse).
6. A graça aspira aos bens eternos, não se apega aos temporais; possui seu tesouro no Céu, onde não há corrupção (Daí sermos generosos com os pobres).

7. A natureza é avara, e gosta mais de receber do que dar.
7. A graça é desinteressada, contenta-se com pouco, e julga ser maior felicidade dar a receber.

8. A natureza inclina-se às criaturas, à carne, à vaidade, à distração.
8. A graça conduz a Deus, à virtude, expulsa os desejos da carne, reprime nossos ímpetos.

9. A natureza tudo faz pelo ganho e interesse próprio (é o reino do egoísmo).
9. A graça não busca vantagens temporais, e só pede a Deus por recompensa (Princípio da devoção e do desinteresse).

10. A natureza sorri aos poderosos e enaltece os ricos (com intenção de atrair para si uma espécie de sombra, um reflexo do poder e das riquezas alheias).
10. A graça é mais instante ao pobre que ao rico, e agrada-se mais do inocente que do poderoso (inclinando-se aos mais fracos, ela dá-lhes apoio, e recebe deles protestos de estima a Deus).

11. A natureza reduz tudo a si própria (clama por igualdade, para pôr tudo sob seu domínio).
11. A graça reduz tudo a Deus, princípio de todas as coisas (eis a ordem verdadeira, fora da qual não há liberdade).

12. A natureza gosta de exterioridades e de que os sentidos provem por meio da experiência uma multidão de coisas (Nisso, assemelha-se a Eva, que se deleitou na visão, no tato e no paladar).
12. A graça não cuida do que é novidade ou curiosidade: ela sabe que tudo isso é efeito da corrupção antiga (da natureza, da qual fomos remidos e libertos por Nosso Senhor Jesus Cristo).

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