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Obras da Patrística

Clemente de Alexandria

Frederick Copleston

 

Tito Flavio Clemente (Clemente de Alejandría) nació hacia el año 150, posiblemente en Atenas, llegó a Alejandría en 202 o 203, y murió allí aproximadamente en 219. Animado por la actitud que se resumiría más tarde en la fórmula Credo, ut intelligam, aspiró a desarrollar una presentación sistemática de la sabiduría cristiana en una gnosis verdadera, opuesta a la falsa. En ese proceso siguió el espíritu del tratamiento de los filósofos griegos por Justino Mártir, y vio en aquéllos una preparación del cristianismo, una educación del mundo helenístico para la religión revelada, más bien que una insensatez o una ilusión de la mente humana. El Logos divino ha iluminado siempre a las almas; pero mientras los judíos fueron adoctrinados por Moisés y los Profetas, los griegos tuvieron sus sabios, sus filósofos, de modo que la filosofía fue para los griegos lo que fue para los judíos la Ley37. Es verdad que Clemente pensó, siguiendo también en eso a Justino, que los griegos habían plagiado el Antiguo Testamento, y que, por motivos de vanagloria, habían desfigurado lo que allí encontraran; pero también estaba firmemente convencido de que la luz del Logos hizo posible a los filósofos griegos alcanzar muchas verdades, y que la filosofía es en realidad simplemente un cuerpo de verdades que no son exclusivas de ninguna escuela griega, sino que se encuentran, en diversos grados y medidas, en escuelas distintas, si bien Platón fue en verdad el más grande de todos los filósofos.38

Pero la filosofía no solamente fue una preparación para el cristianismo; es también una ayuda para la comprensión del cristianismo. En realidad, la persona que se limita a creer y no hace esfuerzo alguno por entender es como un niño en comparación con un hombre; la fe ciega, la aceptación pasiva, no constituye un ideal, aunque la ciencia, la especulación, el razonamiento, no pueden ser verdaderos si no armonizan con la revelación. En otras palabras, Clemente de Alejandría, como primer cristiano erudito, quiso ver el cristianismo en relación con la filosofía, y utilizar la razón especulativa Para la sistematización y desarrollo de la teología. Incidentalmente es interesante notar que Clemente rechaza todo verdadero conocimiento positivo de Dios: solamente conocemos en verdad aquello que Dios no es, por ejemplo, que no es un género, ni una especie, que está más allá de todo aquello de que podemos tener experiencia, de todo aquello que podemos concebir. Está justificado que prediquemos perfecciones de Dios, pero al mismo tiempo debemos recordar que todos los nombres que aplicamos a Dios son inadecuados, y, por lo tanto, en cierto sentido, inaplicables. Así, en dependencia de algunas observaciones de Platón en La República, a propósito de la idea de Bien, y en dependencia de Filón, Clemente afirmó la vía negativa, tan de preferencia de los místicos, que alcanzaría su expresión clásica en los escritos del Pseudo-Dionisio.

 

 [37]  Stromata, 1, 5.

[38] Paedagogus, 3, 11.

 

 

 

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A Escola Catequética de Alexandria: Clemente e Orígenes

Por volta de 180, em Alexandria, um estóico que se converteu ao Cristianismo, Panteno, fundou uma escola catequética, que estava destinada a encontrar seu máximo esplendor com Clemente e Orígenes.

Clemente nasceu em torno de 150 (em Atenas ou Alexandria). Seu encontro com Panteno foi decisivo: tornou-se seu aluno, colaborador e, por fim, sucessor. Dele nos ficaram o Protréoptico aos Gregos, o Pedagogo, os Estrômatas, uma Homilia e diversos fragmentos.

Um dos maiores estudiosos modernos da Patrologia, Quasten, assim caracteriza o nosso autor: “A obra de Clemente de Alexandria marca toda uma época. Não seria exagero louvar nele o fundador da teologia especulativa. Clemente foi o iniciador arguto e feliz de uma escola que se propunha a defender e aprofundar a Fé com o auxílio da Filosofia.” Clemente não se limita a combater a falsa gnose [o próprio Santo Irineu afirma que o nome ‘gnose’ é uma usurpação feita pelos hereges, um slogan falso], nem se detém numa atitude puramente negativa. Com efeito, ele opõe à falsa gnose uma gnose autenticamente cristã, propondo-se a dispor a serviço da Fé o tesouro encerrado nos diversos sistemas filosóficos. Os partidários da gnose herética ensinavam a impossibilidade de uma conciliação entre ciência e fé, nas quais viam dois elementos contraditórios.

Clemente, porém, procura demonstrar a sua harmonia. É a concordância da Fé (pistis) com o conhecimento (gnosis) que faz o perfeito cristão e o verdadeiro gnóstico. A Fé é o princípio e o fundamento da Filosofia. Esta, por seu turno, é da máxima importância para o cristão desejoso de aprofundar o conteúdo de sua Fé por meio da razão. Acrescida á Fé, a Filosofia não torna a verdade mais forte, em si mesma, mas torna impotentes os ataques dos inimigos da verdade, constituindo portanto um válido baluarte de defesa. Contudo, para Clemente, a fé permanece como critério da ciência. E a ciência constitui um auxílio de caráter como que ancilar para a fé.

O conceito que constitui o eixo básico das reflexões de Clemente é o conceito de Logos, entendido em triplo sentido:

A) princípio criador do mundo;

B) princípio de toda forma de sabedoria, que inspirou os profetas e os filósofos;

C) o princípio de salvação (Logos encarnado).

O Logos é verdadeiramente o princípio e fim, o alfa e o ômega, aquilo de que tudo provém, e para onde tudo retorna; o Logos é Mestre (Pedagogos) e Salvador. É no Logos que a ‘justa medida’, que era a marca da antiga sabedoria e da virtude grega, se integra no ensinamento de Cristo, como mostra exemplarmente esta passagem do Pedagogo:

“Graças á familiaridade com a virtude, só pelo Logos somos feitos semelhantes a Deus. Mas trabalha sem perder a coragem. Serás como não esperas nem como poderias imaginar. E, assim como uma é a educação dos filósofos, outra a dos oradores, outra a dos lutadores, também há uma livre disposição da alma harmonizada com uma livre vontade amante do bem, que deriva da pedagogia de Cristo. Até as ações materiais, se bem educadas, tornam-se santas, como o caminhar, o repouso, o alimento, o sono, o leito, a comida e toda a educação. Por fim, a formação do Logos não está voltada para o excesso, mas para dar uma justa medida. Por isso, portanto, o Logos também é chamado Salvador, no sentido que revelou aos homens estes remédios racionais, para que sintam retamente e tenham a salvação, esperando o momento oportuno, censurando o vício, extirpando as causas das paixões e cortando as raízes dos desejos contrários á razão, indicando as coisas de que precisa se abster e propondo aos doentes todos os antídotos da salvação. Essa é a maior e mais régia obra de Deus: salvar a humanidade.”

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Se você acha que a Filosofia Cristã foi superada; que a Igreja é arcaica e precisa progredir; que o Cristianismo é irracional; que os Cristãos são incapazes de responder a críticas; que a Teologia moderna é superior à antiga, retrógrada; que a Patrística pertence a um contexto histórico incompatível com a modernidade; que a Igreja sempre controlou consciências;... Suma desse site. Vá ler o Código da Vinci, e faça bom proveito.

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